Monday, July 23, 2007

A batata frita e o tomatinho-cereja

Ontem, no restaurante, uma das minhas primas* deu batata frita ao pequeno príncipe. Ele tem um ano e dois meses e nunca havia comido fritura de qualquer espécie. O que me deixou passada é que ela nem consultou a mãe da criança. Foi dando aquilo a ele e achando muito divertido que ele largasse o tomatinho-cereja, que ele adora, para comer aquela gordurada. E não foi umazinha, não. Foi entregando a ele vários palitinhos fritos, um atrás do outro.

Não é que eu ache que ele vai passar a vida inteira só comendo coisa saudável. Não sou Poliana. Mas acho que se pode esperar que o menino manifeste o desejo de comer porcaria; ninguém precisa incentivar. No parquinho, por exemplo, ele gosta de "comer" seixos e areia. O que é que se vai fazer, além de vigiar? Nada, né. É só dizer Não come, que isso faz mal. Ele vai olhar para o lado e perceber que ninguém come pedra e terra. Mas batata frita? Como convencer que aquilo não presta?

*Uma daquelas minhas primas de que já falei aqui, que dizem ter "tendência para engordar", mas que só comem porcaria.

7 comments:

fezoca said...

pior que isso so coca-cola na mamadeira, como ja vi gente fazer... ;-((

Suzana said...

Lys, sua irmã tem que ser chata, sim, mala, inconveniente, linha-dura, o que for. Se eu tivesse ficado na minha, as meninas seriam duas viciadas em refrigerante - o pai bebe seis litros por dia, o tio uns quatro, a avó paterna uns dois. Quando elas eram muito muito muito pequenas (da idade do Gus) dei refrigerante pra elas provarem. Odiaram, porque o gás irrita a garganta. A partir daí, fiz a preleção "nem tudo o que adulto come e bebe é bom ou gostoso". Citei cerveja e cigarro só pra arrasar.
À medida que cresceram - e não deu pra evitar as balas nas festas - baixei a regra de bala & porcarias (incluindo batata frita, hamburger e outros) só fim de semana e festas. E passei "SuperSize Me" para as duas.
Radical, sim. Pelo menos até elas terem maturidade pra pesar na consciência as porcarias que no fim os adultos (incluindo eu) comem.
Bjs

Blogue da Magui said...

Tem toda razão.

Wagner said...

Acho que, no mínimo, a mãe deveria ter sido consultada... E essa idéia de criar a criança com uma alimentação o mais saudável possível me parece o ideal — mesmo que, mais tarde, ela resolva variar o cardápio.

Lys said...

Fer, se ela oferecesse Coca-Cola a ele, eu surtava e dava-lhe um "passa-fora". Educação tem limites.

Suzana, a minha irmã nem estava perto, tinha ido ao banheiro. Eu é que tinha que ter sido sargento na hora, mas, como sou sempre a antipática das histórias, fiquei quieta. Refrigerante ele nunca provou, nem balas e afins. Sei que não vai ser possível mantê-lo afastado disso por muito tempo, mas, enquanto der, pode ter certeza de que vamos tentar.

Magui, nem todo mundo pensa assim, infelizmente, e é por isso que há tantas crianças com colesterol alto hoje em dia.

Wagner, é perfeitamente possível dar às crianças uma alimentação saudável. Meu sobrinho come todos os vegetais que oferecemos, até jiló, que eu não como! Duvido seriamente dos argumentos de certas mães quando dizem que os filhos não gostam de verduras e legumes; aposto que elas mesmas não têm o hábito de comê-los e, naturalmente, os filhos não têm um modelo bom de alimentação a seguir.

Penkala said...

taí uma coisa que me deixa PUTA: não consultar a mãe antes de fazer essas coisas. porras, acho que as pessoas vão logo pensando que ORA, TODO MUNDO GOSTA DE BATATA FRITA!

me preocupo quando penso que quero introduzir um hábito vegetariano e saudável nos meus filhos... fico pensando num idiota dizendo: DÁ BIFE DE FÍGADO PRA ELE, é bom pra saúde. ou me vendo virar as costas e levando o Pedro ou a Sofia pra comer no Mac. ok, meus filhos vão comer porcaria um dia. mas não façam coisa do tipo "ah, bobagem, uma carninha não faz mal". se a mãe acostuma com suco, não me inventem de dar uma mamadeira cheia de coca pro bichinho, né?

ugh!

rosangela said...

Dose de leão... não há maneira de convencer... :]