Tuesday, May 15, 2007

Comer como se não houvesse amanhã

Meu amor maior completa um ano amanhã. Converso com minha irmã sobre os últimos detalhes da festa, que será sábado, e ela me conta que algumas pessoas com as quais ela nem tem intimidade ficaram ofendidas por não terem sido convidadas. Imaginem isso: pessoas brigando por causa de uma festa de criança!

Será pela comida? Acho bizarro, como sempre acho bizarra a falta de educação em situações onde há boca livre. Aqui no trabalho, por exemplo, os coffee breaks parecem eventos bárbaros, com as pessoas em volta da mesa tentando comer tudo o que podem o mais rapidamente possível. Se fossem de um nível social baixo, sem acesso a grandes farras gastronômicas, entenderia. Mas não, são gerentes com salários acima de uma dezena de milhares de reais. Será que não dá para fazer o supermercado com isso, não?

9 comments:

Wagner said...

Eu também fico surpreso e chocado com a falta de educação da maioria esmagadora quando se trata do quesito comida (pior ainda quando, como você classificou, a "boca é livre"). Não sei se porque não gosto muito do ato de comer (algo monótono), acho uma bizarrice esses ataques à comida como se o mundo fosse acabar no minuto seguinte. Quando minha avó fez 91 anos (em março passado) fizemos uma festa para comemorar a data. Só de ver os convidados se lançando sobre a comida perdi totalmente o apetite que já nem era tão grande. Pra piorar, acabei chamando a atenção de TODOS, já que não me comportei como eles. Devem ter me achado um fresco. É, acho que o bizarro aqui sou eu...

Carla said...

Ai Lys, nem me fale. Eu nao suporto essas coisas. Na ultima vez que fui ao Brasil, numa determinada reuniao de pessoas muito proximas, houve uma comocao tao grande porque tinham uns camaroes grandes na mesa que eu fiquei boba. Eu e minha mae sentadas: -Filha, la em casa tem camarao, amanha a gente faz uma panelada. -Mae, eu nao faco a menor questao de comer camarao depois de ver isso. Pode ser um peixinho?

fezoca said...

esses sao exemplos tipicos de grossura do ultimo nivel. eu nao gosto de comer em publico, entao pra mim nao faz diferenca. sem falar que sempre que a coisa eh gratis eh de mah qualidade. entao eu nem me viro. beijaoo e parabens pro seu fofolete que faz um ano! ;-)

Suzana said...

Ah, mas eu TAMBÉM queria ir...

osrevni said...

Nada mais divertido do que oferecer comida de graça pra gente rica...

Feliz aniversário pro pequeno!

Marcos said...

Definitivamente, educação não é, necessariamente proporcional a saldo bancário ou status social. Parabéns pro pequerrucho!

Lys said...

Wagner, em um ponto discordo muitíssimo de você: não acho o ato de comer nada monótono. Adoro boa comida. Só que não esqueço que existe comida fora do contexto "boca livre" e que ela está bem acessível para mim. Não é necessário tanta avidez. Também dou pinta de fresca, não consigo evitar.

Carla, se meia de dúzia de biscoitinhos com café deixam o povo desgovernado, imagino o que não faz um camarão VG. Você me diria que esse tipo de atitude é tipicamente brasileira? Como se comporta o pessoal aí em situações semelhantes?

Fer, ainda que o grátis seja de boa qualidade, eu prefiro deixar os leões atacarem sozinhos. Sou lebre e apenas observo com terror. ;)

Suzana, bem que você poderia ter ido mesmo (apesar do dilúvio que caiu no sábado); Catatau e Zé Colméia teriam se divertido pra chuchu!

Paulo, como bem disse o Marcos, realmente independe da classe social a falta de educação. Conheço ricos delicadíssimos e outros que mastigam de boca aberta (ai, que nojo!).

Agradeço a todos os que desejaram felicidades ao meu "Gustosinho".

Marcela said...

Ah, já estava com saudade daqui! Agora que as provas acabaram posso voltar a ser uma pessoa normal. Ler o seu blog, ler livros, ver filmes, ...
beijos

Lys said...

Marcela, eu compreendo tanto essa sua sensação de volta à vida normal após um período massacrante de provas! Bem-vinda! Let's have fun!