Wednesday, October 04, 2006

Infantil

Eu conhecia uma das vítimas da queda do avião da Gol. Não éramos íntimos nem nada, mas a pessoa em questão era daquele tipo de gente simpática e agradável que fala com todo mundo. Portanto, é uma perda impactante, de fato. Fiquei muito impressionada. Esse tipo de coisa só acontece com desconhecidos, na minha cabeça.

Então, toda noite, antes de adormecer, eu fico pensando no terror - é quase como um medo de assombração, uma lance bem ridículo, como quando eu vi os esqueletos saindo da piscina em construção em Poltergeist e fiquei com medo de dormir por um tempão. Eu tinha 12 anos, era compreensível. Aos 36, fica meio patético.

5 comments:

Fezoca said...

eu nao conhecia ninguem, mas estou tar e quar voce, Lys. fiquei perturbada, pra dizer o minimo... :-(((( vou levar um tempo pra esquecer todos os acontecimentos dessa semana. beijos,

Suzana said...

Não me pergunte qual foi, nem quando. Mas me lembro do caso de um avião que se partiu em dois. A parte da frente imediatamente despencou no oceano, e o restante voou ainda por 28 segundos. E eu me lembro que um amigo me disse: "Ainda bem que foi pouco". E imediatamente ele olhou pra mim e começou a contar: 1,2,3,4... E aí nós vimos como 28 segundos podem ser uma eternidade.
Só piorei, né? Eu também fiquei assim, Lys. Acho que todo mundo ficou.

carla said...

Ai, eu tambem fiquei muito perturbada. Ainda mais que eu e marido voamos bastante. Normalmente, eu tenho medo de ler lista de vitimas de coisas assim, fico apavorada de ler um nome conhecido.

Léli said...

Calma o medo não tem idade, ainda mais quando é uma coisa que acontece "perto" da gente, o choque é sempre grande. Eu rezo por todos e também para ter acontecido um milagre, quem sabe.
Beijo

Lys said...

Fer, dá um certo conforto saber que a minha estranheza é compartilhada por alguém. Quis comentar seu post hoje, mas a janela de comentários não estava carregando direito.

Suzana, neste caso da Gol, ouvi falar em 10 minutos de queda. Não posso pensar em forma pior de morrer. E ainda tem uma outra coisa: quem já esteve num acidente sabe que cada segundo leva minutos para passar psicologicamente. Dá tempo de pensar horrores.

Carla, um dado estranho sobre este acidente é que diversos conhecidos meus também tem conhecidos entre os mortos. Até agora são oito as vítimas desse tipo. Isso nunca tinha me acontecido antes.

Léli há que se ter muita fé para ainda acreditar num milagre ali na selva. Se bem que o filho do rapaz que eu conhecia disse que não acredita que o pai tenha morrido. Mas no caso dele eu até entendo, é negação, né?