Tuesday, September 11, 2007

Alguém tem coragem de verbalizar

"Os homens nunca se apaixonam perdidamente. Já as mulheres se apaixonam de uma forma que dá até pena."



Talvez não com essas exatas palavras, mas o Manoel Carlos disse isso no Fantástico domingo. Verdade cruel. Adorei.

10 comments:

Carla said...

Ai, Lys...Pode ser verdade, mas e horrivel de ouvir (ou de ler).

Suzana Elvas said...

"Os homens querem ser os primeiros na vida de uma mulher e a mulher quer ser a última na vida de um homem" - já dizia minha avó.

rosangela said...

Não concordo. As pessoas mais apaixonadas, sem lenço e sem documento, que eu já conheci, são homens.

Daniele said...

Eu tenho minha teoria de que ninguém se apaixona por ninguém. Pra mim, as pessoas formam o ideal de alguém e se apaixonam por aquela idealização totalmente irreal, porque defeito é o que não falta em todo mundo. Então, quem idealiza se apaixona, homem ou mulher. É verdade que dizem que as mulheres são mais sonhadoras, têm mais criatividade pra melhorar a realidade, mas será? Sei lá.
Fora que tem coisas piores, a pessoa acha que o outro vai ser a salvação da vida dela, e por aí vai. A birutice humana, como você bem sabe, não conhece limites.

Lys said...

Carla, para mim não é novidade nenhuma, eu sempre pensei assim. Me espantou somente ouvir isso de um homem.

Suzana, sábia avó a sua. Eu só queria saber se a idiodice feminina é genética ou cultural. Aposto mais na última hipótese.

Rosangela, está falando sério? Todos os homens me parecem muito apaixonados se não conseguem pôr a mão no seu objeto de desejo. Uma vez que a mulher começa a se interessar (demais, em geral), a intensidade da paixonite masculina começa a declinar.

E outra: já viu o sofrimento masculino após levar um "chute"? Ficam arrasados, mas em uma semana já estão com outra mulher. Eu acho isso muito peculiar. A única forma de abater completamente um homem, pelo que tenho visto, é colocar-lhe um belo par de chifres. Nesse caso, e somente nesse, seu amor e dedicação, embora sofridos, serão eternos.

Daniele, é bem verdade que a gente só se apaixona pela idealização de alguém. Meu último amoRRRRR foi exatamente assim. O curioso é que a tal "criatividade para melhorar a realidade" de que você falou não deixa espaço para mais nada. Está tudo cinza, quase preto, e o que a gente vê? Branco! Doidices, sem dúvida.

Bem, como vocês podem ver, eu não tenho muito boa opinião sobre o amor masculino...Mas gosto dos homens mesmo assim. É na tentativa de achar possíveis exceções que está a graça da vida, eu acho.

rosangela said...

Bom, pelo menos a vida ainda tem graça se você continua acreditando que existam exceções e continua procurando por elas. Eu continuo acreditando que elas existem, mesmo sem traição. :)

Wagner said...

Há controvérsias... E depois, não dá pra generalizar (ainda que exista um certo consenso comum).
Se você ler meu livro talvez mude de idéia.

Lys said...

Rosangela, o ponto mais importante para mim nem é a traição. Eu penso é que o foco feminino é muito diferente do masculino. Nós investimos exageradamente; é muito apego, muita idealização. Eles são mais espertos e estão aptos a desmobilizar, desviar o vínculo para outras pessoas e coisas. Eu falo mal, mas queria ser assim. Seria a glória.

Wagner, eu já teria lido seu livro há séculos se ele estivesse disponível em papel, você sabe. Como não li, teria que argumentar baseada em hipóteses. E como é que você quer me convencer do contrário tendo por base uma história de ficção?

Wagner said...

Nada impede que meu livro seja impresso, Lys — só que o leitor interessado terá que gastar papel e tinta de impressora (o que talvez saia mais barato do que comprar um livro impresso por uma editora — mas é claro que não tem o mesmo, digamos, “charme”). Em todo caso, quem disse que a ficção não se apóia (ou se inspira, como querem alguns) em dados da realidade? E depois, ficção não significa necessariamente que se trate de algo falso ou irreal: muitas vezes a ficção pode ser bem mais verdadeira que a própria realidade. Eu acredito nisso. E minha “literatura” reflete esta crença — pelo menos eu penso que sim.

marcela said...

hahahaha... tão verdade!!!
Eu sou bem pragmática em relação a tudo isso. É a mais pura verdade. E pronto!